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— Vincent Cheung.
Tradução: César Francisco Raymundo
Muitos hoje em dia encorajam os cristãos a abraçarem a dúvida como se ela fosse parte de uma fé saudável. Alguns afirmam que fazer perguntas é sinal de honestidade e crescimento, e que a dúvida pode até fortalecer a crença. Outros vão além, assegurando às pessoas que Deus nunca se ofende com suas lutas e que lidar com a incerteza é, em si, uma disciplina espiritual. Esses sentimentos são frequentemente apresentados como sensibilidade pastoral ou humildade intelectual, mas o efeito é retratar a suspeita em relação à palavra de Deus como algo normal, e até necessário, para a maturidade. A Bíblia jamais concede tal aprovação.
A dúvida é a essência do pecado. Não se trata de uma postura neutra de curiosidade, mas da voz da incredulidade dirigida contra a verdade de Deus. Tudo começou no jardim do Éden, quando a serpente perguntou à mulher se Deus realmente havia falado. Essa única pergunta continha o veneno que contaminou o mundo. Assassinato, adultério, roubo e todos os outros crimes brotaram dessa semente. Uma vez que a palavra de Deus é posta em dúvida, nada permanece seguro. Os mandamentos caem porque a autoridade que os deu é negada. É por isso que a dúvida, em princípio, é pior do que qualquer pecado específico contra a lei. Ela atinge não apenas a obediência, mas o próprio fundamento da verdade divina. Perguntar se Deus falou a verdade é acusá-lo de engano. É uma tentativa de colocar sua palavra sob julgamento, como se o homem fosse o padrão e Deus o suspeito.
A Bíblia nunca incentiva isso. Os israelitas duvidaram de Deus no deserto, e essa dúvida foi a razão pela qual morreram fora da terra prometida. Tiago escreveu que o incrédulo é instável em todos os seus caminhos e não deve esperar nada do Senhor. Jesus repreendeu seus discípulos repetidas vezes por sua incredulidade. Ele nunca descreveu a dúvida como algo saudável. Ele nunca sugeriu que a suspeita em relação à palavra de Deus pudesse fortalecer a fé. Ele elogiou os que creram e condenou os que exigiram um sinal por causa da incredulidade. A fé se baseia na palavra de Deus, e a dúvida a rejeita. As duas não podem ser reconciliadas.
Tranquilizar as pessoas, dizendo que duvidar é seguro, é ecoar a voz da serpente. É repetir a mentira original em tons mais suaves. Em vez de perguntar se Deus falou, esses mestres afirmam que é nobre levantar questões, mesmo quando essas questões implicam que Deus possa ter mentido. Essa postura de dúvida é tratada como honestidade intelectual, mas é o engano mais antigo da história. É a recusa em confiar no Deus que fala. É incredulidade e rebeldia disfarçadas de questionamento.
Isso não significa que os cristãos devam temer perguntas. A verdade é inabalável, e as Escrituras contêm a sabedoria de Deus sobre todos os assuntos. Se alguém levanta uma objeção, não temos medo de responder. Se um cético zomba da Bíblia, não temos medo de expor sua insensatez. A força da palavra de Deus é indiscutível, e nenhum argumento pode refutá-la. A distinção que deve ser preservada é entre responder a perguntas e justificar dúvidas. Confrontar uma pergunta com a convicção de que Deus falou é um ato de fé. Tratar a dúvida em si como aceitável é dar espaço para a serpente no jardim.
As consequências são eternas. A dúvida, quando levada às últimas consequências, conduz ao inferno. As pessoas imaginam que apenas assassinos e adúlteros são condenados, mas aqueles que rejeitam a verdade da palavra de Deus são condenados da mesma forma. Persistir na dúvida é viver na incredulidade, e a incredulidade é o pecado que separa de Cristo. Quando pregadores ou professores incentivam a dúvida, eles incentivam a própria postura que condena a alma. Eles oferecem veneno com um sorriso e o chamam de alimento.
A fé não começa questionando a Deus, mas sim recebendo a Sua palavra. Ela não trata as Suas promessas como incertas, mas as confessa como verdadeiras. Quem crê permanecerá firme, e quem duvida cairá. Este é o ensinamento claro e consistente das Escrituras. Exaltar a dúvida como se fosse um caminho para uma fé mais profunda é trair a verdade. Incentivar a suspeita em relação à palavra de Deus é falar com a voz de Satanás. A fé honra a Deus confiando nEle absolutamente. Qualquer coisa menos que isso é pecado.
Site: https://www.vincentcheung.com/2025/11/16/doubt-the-root-of-sin/
Acessado dia 26/07/2026
Dúvida: a Raiz do Pecado